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July 09 Terapia espíritaTerapia espírita
Introdução As pessoas procuram uma terapia, quando se encontram envolvidas em problemas psicológicos, orgânicos, sociais ou espirituais que as levam a buscar recursos que lhes possam indicar possibilidades de resolver esses problemas. Geralmente tais pessoas convivem somente com determinadas situações, que lhes oferecem opções e possibilidades em seus próprios modelos do mundo. Portanto, o sofrimento, os conflitos, os desequilíbrios que enfrentam são motivados pelo seu desconhecimento de outros modelos de vida, ou seja, as suas escolhas e opções são compatíveis apenas com o seu próprio modelo. O terapeuta, então, através de diferentes técnicas de trabalho, consegue fazer com que os pacientes modifiquem e ampliem o seu limitado, e, às vezes, dificultoso modelo vivencial, o que lhes permite maior número de opções em suas atitudes comportamentais, expandindo e enriquecendo-lhes a visão de vida, para torná-la melhor, resolvendo ou minimizando os problemas que lhes causam desequilíbrios. A saúde espiritual está, mais do que nunca, necessitando da orientação educativa, pois os desequilíbrios espirituais são cada vez mais freqüentes. Daí a proposta deste modelo de Terapia Espírita, que deve ser utilizada como complemento do tratamento médico e psicoterápico quando estes se fazem necessários.
Metodologia de trabalho. Esta contribuição terapêutica com bases na Doutrina Espírita de Allan Kardec proporciona à razão e à ciência instrumentos de observação e trabalho utilizados sob outras perspectivas. A Terapia Espírita pode ser classificada em: 1) Individual (de apoio) e 2) Coletiva (ocupacional, sócia-terapia, ambientoterapia). Na Terapia de Apoio procura-se através da persuasão, sugestão, educação e conscientização, manipular os problemas do paciente devolvendo-lhe a confiança, o equilíbrio, aliviando-lhe as tensões. Podem ser consideradas as seguintes fases: 1. Entrevista de ajuda 2. Orientação doutrinária.
1. Entrevista de ajuda: é o registro e observação de dados do paciente, obtidos através de técnicas que fornecem informações sobre a sua personalidade, permitindo, então, mediante análises dos mesmos, proporcionar-lhe a orientação de que está necessitando. Deve ser feita por pessoa qualificada para essa função, que tenha se submetido a treinamento na técnica de entrevista e tenha conhecimento de técnicas de entrevista e da doutrina espírita. O entrevistador deve estar atento, entre outros para os seguintes fatores: - Saber ouvir (filhos, pais, cônjuges, idosos, amigos, etc.) - Saber devolver o problema ao paciente, conscientizando-o de que não há “milagres” e que cada um cabe o trabalho racional para a solução dos próprios problemas. - Saber orientar: tendo em vista as bases da doutrina espírita. - Concentração nos problemas expostos pelo paciente: mostrar-se atento, evitando interrupções e distrações. - Desejo de ajuda, baseado no idealismo, na fé raciocinada, no conhecimento da doutrina, na autoconfiança, procurando direcionar adequadamente as palavras, gestos, posição, voz, face, vestuários, etc. - Empatia: colocar-se no lugar do entrevistado para entender o que ele quer dizer, o que ele não quer dizer, mas deixa transparecer e o que ele não consegue dizer sem auxílio. - Estabelecer confiança e respeito mútuos. - Triagem adequada: médica, psicológica, espiritual. O tratamento espiritual não dispensa o tratamento médico.
2. Orientação Doutrinária: Deve ser feita por pessoa que tenha conhecimento da doutrina espírita, estejam imbuídas do desejo de servir e possuam equilíbrio evangélico-doutrinário e boa sendo para saber a quem, quando e como proceder esta orientação. Nesta fase: “Orientação Doutrinária”, são incluídos os tópicos seguintes, que podem ser adaptados conforme a faixa etária e nível cultural do paciente. Em casos de pessoas extremamente angustiadas e desequilibradas, a seqüência do trabalho terapêutico pode ser alterada. 2.1. Estudo: Proceder ao estudo metódico da Doutrina, em primeiro lugar, das Obras Básicas de A. Kardec, depois das obras complementares (E. Bozano, L. Denis, G. Delane, etc. e das obras suplementares (vide item 2.5.). Para isto, podem ser adotados os estudos em grupos (escolas de orientação doutrinária, mocidades espíritas), o estudo individual e qualquer outra forma que facilite a aquisição dos conhecimentos espíritas. 2.2. Evangelização: Leitura, estudo e conscientização do Evangelho segundo o Espiritismo, de Kardec. Este trabalho oferece a compreensão, o consolo e o conforto aos sofrimentos, o que favorece o equilíbrio espiritual. Pode ser feito individualmente ou em grupos. Importante é unir a prática à teoria. 2.3. Assistência Espiritual: Estabelecer a conscientização sobre Passes, Sessões Mediúnicas, Vibrações e Preces. Fluidoterapia (Passes): Consiste em transfusão energética individual ou mediúnica. Deve ser aplicada só quando necessária, evitando-se a dependência psíquica da mesma. Deve haver a atitude adequada e preparo tanto do passista como do assistido; deve ser destituído de rituais, gestos exagerados; educar os doadores e receptores no mecanismo desta forma de transfusão energética. Sessões mediúnicas: Também devem ser indicadas só quando necessárias, acompanhadas de estudo e conscientização, de que nem todos os problemas são de origem espiritual e que o tratamento espiritual não dispensa o tratamento médico. Evitar os rituais e a simples curiosidade por fenomenologia, misticismo, idolatria, curandeirismo, fanatismo, etc. (imagens, velas, toalhas brancas, uniformes, rezas pomposas, lances charlatanescos, bilhetinhos de pedidos aos espíritos sem esforço pessoal, consultas absurdas ao mentor e outros tantos) Vibrações e Preces: É um trabalho importante que demanda estudo das vibrações energéticas e compreensão do efeito da força mental, com vista à eficácia da prece e da fé raciocinada; adotar o “orar e vigiar”, dando muita ênfase ao “vigiar” que é o trabalho profícuo que complementa a prece. Compreensão de que “a cada um é dado segundo suas obras”. (Livro dos Espíritos: perguntas 658 a 661 – Evangelho segundo o Espiritismo: cap. XXVII)
2.4. Evangelho no Lar: esta é uma atividade que desenvolve melhor compreensão e solidariedade entre os familiares, sob a orientação do plano espiritual superior. Deve ter data e horários fixos; ainda que surjam empecilhos de qualquer natureza, ou resistências familiares, o seu grande êxito está na persistência. Seguir roteiro bem orientado. ( Roteiro para realização do Evangelho no Lar, FEESP; Evangelho em Casa – F.C. Xavier, Meimei). “Terapia do espírito é a Terapia Moral e o Processo Terapêutico é o Evangelho” (Eurípides) 2.5. Leitura e Meditação: leitura diária de mensagens positivas (Rumo certo, Calma, Coragem, Sinal Verde, Vida em Família, Instrumentos do Tempo, Respostas da Vida, Leis de Amor, Fonte Viva, Conduta Espírita e outros tantos). Pela meditação sobre o assunto lido, o paciente põe-se em sintonia com o plano vibratório superior, recebendo a assistência espiritual de que necessita no momento. 2.6. Terapias ocupacionais: São de grande utilidade em benefício individual e coletivo: trabalhos de assistência social, musicoterapia, artes manuais, reuniões de grupo para estudo, debates, seminários, congressos, distribuição de alimentos, aulas de evangelização para crianças, jovens e adultos, trabalhos de ensino, de aprendizado, mocidades espíritas, etc. Os trabalhos de assistência social são muito importantes no tratamento espiritual, pois a pessoa sente-se bem, ocupando seu tempo em favor de uma causa útil e isto lhe proporciona a alegria íntima do dever cumprido, que pode, em muito contribuir para amenizar seus problemas. 2.7. Reforma Interior: Baseia-se em dois pontos chaves: Reeducação Mental: pela conscientização da valorização do homem; pela nova visão do mundo em que vive e como se sente nele; pela conscientização de sua responsabilidade reencarnatória; “conhece-se o espírita pela reforma moral”. Esforço Pessoal: pela conscientização dos seguintes objetivos: necessidade de conhecer-se a si mesmo; compreensão dos próprios sofrimentos e dos sofrimentos alheios (Leis de Causa e Efeito da Reencarnação); entendimento de que cada um recebe segundo suas obras; aquisição de mudanças significativas para sua evolução. Não se pretende que as pessoas se tornem “sábias” ou “santas”, mas que, dentro de suas possibilidades, encontrem o equilíbrio para uma vida melhor. 2.8. Terapia Familiar: através de técnicas e abordagens educativas e terapêuticas, preparar a família do paciente para que haja entre eles, aceitação recíproca, o que contribui para o equilíbrio individual, familiar e social.
Conclusão O homem deve ser encarado como entidade bio-psíquico-social e espiritual e, desta forma, deve-se tentar a sua abordagem no sentido de estabelecer o seu equilíbrio, orientando-o por todos os meios disponíveis, principalmente pela educação, para que possa satisfazer suas necessidades orgânicas, sócio-econômico-culturais, psicológicas e espirituais. Diante disto, a interação entre a educação e a saúde é fator de relevante importância na aquisição da saúde integral do ser humano. Este modelo de terapia inclui um sistema de trabalho terapêutico com várias fases, que devem ser executadas em conjunto para a obtenção de resultados positivos. Estes bons resultados não são, certamente, o recurso para a cura de todas as doenças e, como todo método terapêutico, seja ele alternativo ou tradicional, tem suas limitações. Esta metodologia que leva à Reforma Interior de cada um, proporciona o Equilíbrio: 1. Psíquico: pela compensação de angústias, conflitos e demais desajustes. 2. Somático: pela satisfação das necessidades básicas; alimentação, sono, trabalho, exercícios físicos, relaxamento, etc. 3. Social: pela interação adequada no contexto familiar e da comunidade. 4. Espiritual: pelo estudo e trabalho dentro da Sistemática da Terapia Espiritual aqui proposta.
Estas formas básicas de equilíbrio adquiridas pela reforma interior, levam as pessoas ao objetivo maior de sua trajetória reencarnatória, a sua Evolução.
Transtornos obsessivos Examinando-se o ser humano como o espírito reencarnado, portador das experiências decorrentes das existências transatas, sabe-se que ele conduz no cerne de algumas monoaminas no cérebro, dando lugar, pela constância, a futuras depressões, a processos maníacos, a transtornos esquizofrênicos, que somente desaparecem quando o agente é afastado, e não apenas mediante os recursos terapêuticos convencionais. No caso do socorro psiquiátrico, os barbitúricos aplicados produzem naturalmente a sua ação sem os correspondentes benefícios, que são alterados pelos campos enérgicos produzidos pela incidência das ondas mentais do perseguidor. Na maioria das vezes, a terapêutica medicamentosa gera maior soma de distúrbios, porque mesclada às energias deletérias; os neurônios sofrem impedimentos para que tenham lugar as corretas sinapses, dando espaço ao surgimento de excessos ou escassez de serotonina, de noradrenalina, de dopamina.... Pertinaz e cruel, esse processo produz o surgimento de personificações parasitárias, de personalidades duplas( ou várias), que são fenômenos de incorporação mediúnica, através da qual o agente pernicioso exerce o predomínio da vontade sobre o paciente, assumindo-lhe o controle mental, passando a expressar-se por seu intermédio. Em outros casos, ativam-se os núcleos de registros perispirituais e o inconsciente libera lembranças arquivadas, que dizem respeito ao período da convivência inditosa, volvendo o mesmo em forma viva, que se sobrepõe às paisagens atuais, o que mais degrada o ser vitimado. O prosseguimento da indução penosa, no transcorrer do tempo, termina por desarmonizar as neurocomunicações de desestabilizar os fenômenos neurofisiológicos, instalando-se então os lamentáveis processos de loucura, de alienação profunda, que impedem a fácil ou possível reabilitação do enfermo. Em fases portadoras de tal gravidade, o agente desencarnado, emaranhando-se nos campos de energia da sua vítima, passa a vampirizá-la, enfraquecendo-a de tal forma, que a vitalidade perservadora gasta-se com rapidez, apressando-lhe o falecimento orgânico. Na sua complexidade, a obsessão pode tornar-se também um mecanismo de aprisionamento para o desencarnado que, após algum tempo, passa a ter necessidade desses nutrientes psíquicos que explora no inimigo, transformando-se em vítima da circunstância inditosa que propiciou. São diversas as vertentes de ocorrências desiquilibradoras nas patologias obsessivas, diferindo, cada uma delas, conforme os fatores causais, as resistências do enfermo e as circunstâncias em que tem lugar. Sempre danosas, os seus efeitos permanecem por mais algum tempo, mesmo quando cessa a incidência causal, após a mudança de conduta do perseguidor. Nesse capítulo, merece considerar-se, também, as obsessões procedentes de mentes encarnadas, que descarregam as suas vibrações prejudiciais naqueles que são considerados como inimigos e podem gerar distúrbios de vária ordem. É inegável a ação do pensamento na conduta humana sob qualquer aspecto considerado. Os impulsos saudáveis são absorvidos com facilidade e transformados em campos de força edificante, harmonizadora, que fomentam o bem-estar, o equilíbrio e a paz. O oposto igualmente se dá, quando aceitas essas ondas de ódio, de inveja, de competividade perturbadora, transformando-se em estados de angústia,desajustamento, desinteresse pela vida, enfermidade.... O ser humano é aquilo que pensa. Diariamente o seu cérebro é bombardeado por incessantes informações de toda natureza, aqui incluindo, também, as procedentes do mundo espiritual. A consciência destaca-se nesse ser, como a percepção do mundo e de si mesmo. A consciência é seletiva por estrutura natural, como é contínua e pessoal, apresentando-se nessas três características de que se constitui. No seu caráter seletivo, aquilo que mais lhe interessa ou se lhe torna preponderante passa a merecer maior fulcro de atenção. No caso das obsessões, aí ocorre a fixação da idéia exterior que a perturba, através do monólogo que se instala, iniciando-se a perturbação. A continuidade da ação danosa permite conexões de memórias, trazendo de volta a culpa e permitindo-se a punição. A perspectiva de cada qual ver o mundo conforme a sua própria óptica, é resultado da característica fundamental de ser a consciência pessoal, o que resulta na identidade de cada qual. A consciência, no entanto, pode ser nuclear ou primária, superior ou secundária, conforme o estágio em que o ser humano se encontra. No estágio primário, são traduzidas as informações recebidas, e é nessa fase que ocorrem as insidiosas perturbações espirituais. Como na segunda fase a consciência é superior, estando aturdida no nível inicial, surge o impedimento para que o paciente alcance a sua identificação equilibrada com a vida, seja portador da capacidade de atender aos seus sentimentos e de relacionar-se bem com o passado, o presente, melhor aspirando ao futuro e selecionando as imagens mentais do processo evolutivo. Há uma inevitável parada nesse processo, em face da instalação do transtorno, detendo-se no círculo estreito das idéias recebidas. Como a consciência nuclear é indispensável para a eclosão da superior, encontramo-la também em alguns espécimes animais, que a utilizam na caça para a sobrevivência. Sem ela não se pode alcançar o estágio superior, que é uma conquista reservada apenas ao ser humano, ensejando a faculdade de conceitos abstratos, entre os quais, aquele que diz respeito à vida espiritual. O transtorno obsessivo, desse modo, deve ser cuidado desde as suas manifestações iniciais, evitando-se lhe o agravamento. Diversidade das obsessões Os transtornos de natureza obsessora, em face da sua especificidade, apresentam-se sob varias formas, umas sutis, outras graves, e outras muito sérias, transformando-se em problemas psiquiátricos de conseqüências imprevisíveis. Em face da multiplicidade dos conflitos que aturdem e infelicitem o ser humano, o Espiritismo apresenta à etiopatonegia dos problemas psicológicos e mentais, a obsessão com o seu cortejo nefando de manifestações, que permanecia desconhecida ou simplesmente ignorada por preconceito científico. Não cabe à ciência o direito, ou melhor dizendo, aos cientistas, de negação pura e simples daquilo que ignoram, porquanto é a partir do desconhecimento que surgem as informações e as doutrinas passam a ser consideradas. Aquele que se dispõe ao estudo do ser humano é convidado a uma postura aberta a novas informações, procurando, acima de tudo, o bem-estar dos pacientes, antes que um comportamento arrogante, que nega tudo quanto não pode comprovar. Impedindo-se essa análise, seu estudo e aplicação, a atitude negativa é mais soberba do que requisitos de sabedoria. ......... Da mesma forma, a interferência dos espíritos na vida humana sempre foi comentada e, no que diz respeito ao capítulo das perturbações de natureza espiritual, a documentação é vasta e complexa na antiguidade oriental, na cultura greco-romana, durante a vida de Jesus, no Cristianismo nascente, na Idade Média, na Renascença, na Idade Moderna e Contemporânea, assinalando fastos históricos memoráveis, que não podem ser desconsiderados. Felizmente, homens e mulheres audaciosos não têm tergiversado em confirmar essa ocorrência nos seus consultórios, demonstrando a excelência das terapias aplicadas sob a inspiração do Evangelho, em momentosos diálogos com os seres desencarnados que ainda se comprazem na produção do infeliz intercâmbio doentio. O egrégio Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, examinando as obsessões, classificou-as em três formas especiais: simples, por fascinação e por subjugação. A obsessão simples ocorre quando o espírito enfermo, consciente ou não dos próprios atos, vincula-se ao indivíduo com o qual mantém afinidade moral e psíquica, resultante de valores negativos que se unem desde passadas experiências, na atual ou em reencarnação anterior, produzindo mal-estar, inquietação, melancolia, ansiedade exagerada, suspeitas e medos infundados... Instala-se suavemente, quando o pensamento intruso persiste em tentativa de fixação. Confunde-se com os próprios conflitos do paciente que ressumam do inconsciente atual, gerando inquietações. À medida que essas idéias, esdrúxulas algumas, passam a habitar a casa mental do indivíduo, transformam-se em monólogos insistentes que produzem receios, insatisfações, incompreensões, manias, passando a diálogos que destrambelham a ordem dos raciocínios. Nessa fase, uma conduta em renovação moral, o hábito da oração e das boas leituras conseguem interromper o fluxo das influências perniciosas, impedindo a instalação do distúrbio cruel. A obsessão por fascinação já se apresenta mais séria, em face de haver uma receptividade muito grande pelo paciente, que se deixa arrastar pela idéia negativa, particularmente quando se apresentam fenômenos de natureza mediúnica, e em especial na área da psicografia, que o levam a uma constância desconsertante para escrever onde esteja e com o material de que disponha. Igualmente apresenta-se nas posturas irrefletidas e nos comportamentos estranhos a que se entregam as suas vítimas, sempre considerando-se portadoras da total razão e do conhecimento da verdade, irredutíveis nos seus pontos de vista, mesmo naqueles que são absurdos ante a mais singela análise, impedindo-lhes a lógica do senso comum. O indivíduo que a padece, torna-se arrogante, vaidoso das conquistas que pensa haver adquirido, evitando os diálogos esclarecedores e deixando-se vencer, cada vez mais, pela insidiosa influência espiritual, que o deseja afastar do convívio social saudável, a fim de dominar-lhe o raciocínio e a razão por completo. Nessa fase, o organismo fisiológico passa a ressentir-se das energias deletérias que são absorvidas, em razão de algumas manias que o fanatismo instala na mente da vítima, como sejam: mudanças abruptas na forma de alimentação, nas abstinências que se impõe, no exagero da fé religiosa ou de qualquer ideal esposado, no comportamento que se aliena, etc. Torna-se-lhe mais difícil a terapêutica libertadora, em decorrência da intolerância do paciente em aceitar qualquer proposição que difira do que pensa, negando-se à concordância com observações acerca da conduta. Nada obstante,a insistência da oração, nos momentos de alguma lucidez, a intercessão dos parentes e amigos mediante preces e vibrações amigas, os passes e a terapia desobsessiva conseguem resultados ótimos. Nunca esquecer-se , porém, que a vítima de hoje, algoz de antes, cabe a tarefa mais importante que é a da reforma moral, mediante o consentimento da razão e do coração, com o empenho de tornar-se melhor e mais útil a si mesmo quanto à sociedade. A obsessão por subjugação é o estágio mais avançado e perverso do processo alienante. Pode resultar da sucessão das fases anteriores, mas não necessariamente, porquanto pode ocorrer de chofre, inesperadamente, num só golpe, dependendo sempre da profundidade dos seus gravames geradores. No Evangelho de Jesus, os narradores documentam-na como possessão, que o Codificador do Espiritismo preferiu definir de outra maneira, porquanto a possessão faz supor que o espírito perseguidor penetra no reencarnado, assumindo o lugar que lhe é próprio, o que não é possível, em face dos mecanismos que o jugulam ao corpo. Caso isso ocorresse, dar-se-ia o seu falecimento, sem que o obsessor pudesse manter a sobrevivência fisiológica. A obsessão, seja em que forma se apresente, é sempre de espírito a espírito,através do perispírito de ambos os litigantes, cujas energias mesclam-se numa corrente inicial de hipno9se, depois de intercâmbio e, por fim, de predomínio daquele que exerce o maior poder de influenciação, no caso em tela, o desencarnado. As patologias de subjugação deprimem o Self que perde o controle sobre o ego e as faculdades de comando mental. As neurocomunicações, em face da incidência vibratória da mente dominante, tornam-se prejudicadas e, por conseqüência, a produção de neuropeptídeos faz-se desordenada, trazendo resultados fisiológicos igualmente perturbadores. Esses, que serão os efeitos colaterais da subjugação, em longo prazo abrem campo para a instalação da loucura. Esse transtorno espiritual é verdadeiramente uma expiação dolorosa para o calceta , que poderia haver-se reabilitado dos males praticados, mediante a ação fraternal do bem ao próximo, do auto-aprimoramento moral, da conduta saudável, exceto quando se trata de ocorrência lapidadora que se instala por ocasião dos primeiros dia ou anos da existência... Em qualquer transtorno de natureza obsessiva, o paciente é também um espírito desajustado em processo de recuperação, em decorrência da conduta arbitrária que se permitiu anteriormente, gerando os processos lamentáveis de que agora padece. Como as criaturas terrenas encontram-se em campos experimentais da evolução, as vivências de cada existência propiciam as futuras conquistas de acordo com os mecanismos utilizados de origem elevada ou perturbadora. Ninguém, portanto, que se encontre isento de responsabilidade nas ocorrências provacionais de qualquer natureza, particularmente nos distúrbios obsessivos. Os recursos terapêuticos para a recuperação dos pacientes subjugados são múltiplos, e igualmente graves, em face da complexidade do problema. Impossibilitado de contribuir conscientemente em favor da própria recuperação, o valioso recurso terapêutico será obtido mediante a doutrinação do agente perturbador, em reunião mediúnica especializada, quando puder ser trazido à comunicação pelos Benfeitores espirituais. Recalcitrante e vingador, não poucas vezes, o espírito apresenta-se em desespero, cobrando o mal de que se diz haver sido vítima, sem dar-se conta da própria desdita gerada pela ausência do perdão, pelo menos da compreensão da fragilidade humana que se permite condutas arbitrárias conforme se encontra agindo. Paciente e gentil, afável e enérgico, o psicoterapeuta espiritual com ele conversa, esclarece, dialoga, demonstrando-lhe o erro em que está incorrendo, terminando, invariavelmente, pela sua reconstrução emocional e reconhecimento racional de que também está agindo de maneira equivocada. Consciente da necessidade de evoluir, a fim de encontrar a felicidade perdida, resolve por abandonar o desafeto, deixando-o aos cuidados das Leis Soberanas da Vida que a todos alcança conforme exaradas pela Justiça Divina. Considerando-se a gravidade das obsessões, e sempre oportuno o atendimento médico simultâneo, de forma que sejam recuperados os órgãos afetados pelo transtorno, sempre portador de fluidos e vibrações perniciosos que enfermam o conjunto fisiológico. O espírito é o agente da vida inteligente, portanto nele se encontram raízes de todas as ocorrências que tem lugar durante a sua vilegiatura carnal. Saúde mental e emocional, em conseqüência, resulta da harmonia moral em que se estrutura.
April 14 Sempre! April 07 Ao Amanhecer
Dia novo, oportunidade renovada. Cada amanhecer representa divina concessão que não podes nem deves desconsiderar. Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão; coragem no confronto das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida; ocasião de realizar o programa planejado. Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis. À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.
Onde está Deus???
March 28 A PonteToda corrente de água desliza entre duas margens. Margens que detêm e ordenam. Que impedem de invadir os campos. Que lhe traçam um caminho. Duas margens que permitem essa água formar um todo e realizar sua tarefa: Regar as planícies através das quais desliza. E as margens ficam distantes uma da outra ... Elas, porém, podem unir-se. Aproximar-se. Fundir-se quase, quando sobre as águas se estende uma ponte. Olhando a ponte sente-se a tarefa imensa e ao mesmo tempo agradável, executada pela ponte. Como um abraço amigo aproxima duas separações. Como um diálogo silencioso faz conversarem duas solidões. Como a mão estendida fraterniza dois estranhos. Se a ponte pudesse sentir, poderíamos, sem medo, qualificá-la de feliz. Feliz por ser capaz de tornar o outro feliz. E nunca se colhe maior felicidade do que quando se semeia felicidade. A ponte tem, para cada um de nós, um profundo e significativo simbolismo. É a lição perene, silenciosa e rica, no dia-a-dia de sua missão de ligar e aproximar. De cortar distâncias. De separar abismos. Diante de uma ponte nos ocorre reflexões que alguém escreveu: " Em êxtase contemplativo olho a ponte, admiro a ponte, escuto a linguagem da ponte ... ... Sou forte, terrivelmente forte. Resisto a todos e permaneço sempre estática, mas perseverante em meu posto de serviço. O segredo de minha força ??? De minha perseverança ??? De minha grandeza ??? Nasci para unir. Vivo para unir. Sirvo para unir ! " Como gostaria de ser ponte também ! Para unir a terra aos céus ! Unir os desunidos. Unir os desencontrados. Unir os corações. Hugo Di Baggio
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